MUSEU VIVO

Os projetos e atividades promovidos pelo Museu da Gente Sergipana procuram gerar diálogos entre variadas expressões artísticas e culturais, dando-lhes visibilidade e produzindo oportunidades de integração entre criações, reinvenções e manifestações tradicionais. A proposta é provocar dinâmicas entre artistas, mestres, brincantes e públicos variados, encontros que provoquem novas conexões entre culturas populares e eruditas, para estimular a criatividade da nossa gente e assim manter vivo o patrimônio cultural sergipano e brasileiro.

Mas uma destas atividades, realizada inicialmente como parte das celebrações natalinas no Museu da Gente Sergipana, foi idealizada como forma de materializar o conceito de Cultura Viva que norteia o acervo interativo que promove a cultura de Sergipe através de estratégias de aproximação do público com as manifestações culturais e artísticas do estado. Em ações como essa, personagens reais e imaginários ligados aos ambientes das instalações permanentes recebem o público para uma visita especial, de congraçamento e de celebração da vitalidade cultural do estado.

O Feirante Josevende, vivido pelo ator Pierre Feitosa, virtualmente oferece seus produtos numa feira montada em um dos ambientes interativos, mas já esteve em pessoa para conversar com o público. Na instalação Nossos Pratos, o Clube de Mães que forma um grupo de reisado do Povoado São José da Caatinga, da cidade de Japaratuba, ofereceu seus produtos da culinária tradicional que usualmente comercializam na feira da comunidade.

O notável Percílio, do Parque dos Falcões, já levou exemplares de aves da Serra de Itabaiana para a entrada da instalação Nossos Leitos, onde tirou fotos e conversou com o público sobre as aves que cria em seu sítio. Rendas irlandesas e de bilro já foram produzidas pelas próprias tradicionais rendeiras dentro do museu, ao lado da Renda do Tempo que ilustra a história de Sergipe, onde falaram sobre histórias e tradições que moldam suas vidas.

A arte de grupos teatrais e musicais, como o A Tua Lona, o Burundanga Percussivo e a Orquestra Jovem de Sergipe também já fizeram parte desta ação, numa dinâmica de aproximação entre tradição e contemporaneidade. No Museu da Gente Sergipana, o patrimônio cultural é tratado a partir de um ponto de vista da valorização da pluralidade de vozes e talentos que compõem sua ampla diversidade, de modo a expandir as capacidades criativas que alimentam o desenvolvimento, a coesão social e a vitalidade da sociedade.

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